quinta-feira, 7 de abril de 2011

Entrevista com o Boné Graffiti



Não é possível falar de graffiti, sem imaginá-lo como uma linguagem. É uma cultura que se define pelo imagético, pelo colorido, pelo espaço urbano, mas, principalmente pela origem na poesia hip-hop, das ruas dos subúrbios e sub-culturas urbanas, e do fato da imagem estar profundamente calcada na palavra. Muitas vezes uma cultura cria um imaginário e uma linguagem, o graffiti inverteu esta ordem, começou como uma linguagem dos oprimidos e agora se transforma em um caldo de cultura.

Não é mais um movimento aleatório e individualista, o grupo tem grande importância na vida destes artistas. Organizados em “crews”, “crew” palavra inglesa que significa na origem, tripulação, grupo, vai tomando ares tropicais, denominando várias organizações que vem se formando, e muito interessante, com fortes vínculos sociais e ligações com as comunidades onde esta arte aparece.

Para conhecer um pouco mais deste universo, blogamos uma entrevista com o grafiteiro “Boné”, fundador do MPV Crew – Mauá pra Vida, que aprendeu sua arte observando a rua, outros grafiteiros em São Paulo, e traz para nossa cidade de Mauá, a sua arte.

Para saber mais sobre o Boné e o MPV Crew:




Uma voz no invisível - Qual foi seu primeiro contato com as artes plásticas e ou visuais? Quando estas artes se destacaram em seu mundo?

Boné - Meu primeiro contato com a arte inicio com o break na antiga São Bento localizada em São Paulo, onde b.boy tinham escritas nas camisetas personalizadas com letras graffiti; ali aprendi umas técnicas. O primeiro graffiti meu apareceu na Av. Barão de Mauá, em 1996. Para mim todas se destacaram.

Uma voz no invisível - Em algum momento a escola formal (fundamental ou médio) criou em você interesse ou necessidade de fruição da arte e suas expressões?

Boné - Sim, a escola sempre foi um incentivo.

Uma voz no invisível - Em que momento sentiu a necessidade de se expressar como artista plástico?

Boné - Na verdade sempre estive na atividade. poucas vezes não tive oportunidade de me expressar.

Uma voz no invisível - Em que momento se viu ou sentiu ou foi reconhecido como um artista plástico?

Boné – Reconhecimento, sim, sempre temos.


Uma voz no invisível - Existiu ou existe uma pessoa em especial que lhe inspirou neste caminho ou lhe incentivou de forma positiva?

Boné - Minha família, meus amigos que sempre elogiam meus trabalhos; isto se torna incentivo positivo.


Uma voz no invisível - Qual a sua formação na área de artes plásticas e ou visuais (mesmo as informais; oficinas, de pesquisa individual, autodidata ou coletiva e outros)?

Boné - A rua.


Uma voz no invisível - Participa de algum coletivo, grupo ou outra forma de agremiação de artistas, mesmo que não envolva a produção, mas também a mera discussão das expressões e meios de produção ou puro contato com seus pares?

Boné - Sou fundador de uma crew com o nome de MPV (Mauá pra Vida); atuante desde 1998. Hoje somos em 4 [ Boné, Kel, Hugo e Guego.]


Uma voz no invisível - Existe alguma técnica em que se especializou? Faz outras experimentações?

Boné - Sempre estou me especializando, experimentações, arte em telas.


Uma voz no invisível - Destaque alguma exposição (mostra ou outros) ou exposições das quais participou, de forma individual ou coletiva, que considere importante ou fundamental (artística ou afetiva) em sua atuação.

Boné - Uma delas está acontecendo agora na Ação Educativa em São Paulo em coletivo com artistas renomados.

Uma voz no invisível - O que acha de subsídios oficiais para produção de artistas? Se utiliza ou já se utilizou destes recursos? O artista deve ser também um burocrata?

Boné - Ótimo, eu tenho patrocínio individual de uma empresa de spray [ i9 color] tem me apoiado muito e carrego este nome em minhas artes. A burocracia não é ruim.


Uma voz no invisível - Dê a sua opinião sobre o ensino de arte na escola formal e outras formas de educação.

Boné - O que eu faço aprendi literalmente nas ruas de São Paulo. A escola foi um suporte sim, aprendi a ler e escrever.

Uma voz no invisível - Quais suas influências? Algum artista ou grupo de artistas lhe serviu de inspiração para seu trabalho ou lhe incentivou a produzir arte?

Boné - Sem influencia, busco em mim mesmo a capacidade de aprender, incentivo sim. Hoje uma revista chamada [Graffiti Poético], [i9 color] e minha família são meus apoios pra continuar.

Uma voz no invisível - Neste momento você tem a palavra, fale sobre, dê sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere pertinente ou simplesmente queira dizer. Rasgue o verbo!

Boné – 1º [agradecer a DEUS por nos dar sabedoria para continuarmos a lutar]; 2º [todos que colaboram para que continuemos a pintar]; 3º [ meu patrocinador (i9 color) e a revista Graffiti Poético] e muito a minha mulher e meu filho que acreditam no que faço. [ops O artista pode ser bom no que faz mas a humildade o respeito ele tem que carregar no coração, ninguém é melhor que ninguém.
[[[ Nunca tente imitar as pessoas que se dizem ser as melhores em tudo, ser original é uma qualidade superior as imitações ]]] autor Boné.
Forte Abraço.



Valeu Boné!




quarta-feira, 6 de abril de 2011

"DO PÓ DE PEDRA À PORCELANA"

Fotos em preto e branco de Cecília Camargo. 

http://dopodepedraaporcelana.blogspot.com/

Visitação: 08/04 a 30/04/2011
Indicação: Livre
Entrada Gratuita



Local - Museu Barão de Mauá -
Casa bandeirista do início do século XVIII, construída em taipa de pilão, com alpendre, sótão e telhado de duas águas. Atualmente abriga o Museu Barão de Mauá, em homenagem a Irineu Evangelista de Sousa, pioneiro da industrialização no Brasil.
Rua Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila Guarani – Mauá - SP
Horário para visitação: Segunda a sábado, das 9h às 16h
Informações, agendamento de visitas e inscrições para oficinas e cursos pelos telefones 4519-4011 ou 4519-6456

DO PÓ DE PEDRA À PORCELANA

"DO PÓ DE PEDRA À PORCELANA"



Exposição de fotografias.

Do pó de pedra à porcelana é o foco da interferência humana na argila que serviu de leito para os rios da cidade. Fica o registro da relação entre a produção industrial e as mãos que percorrem a dureza da pedra e a delicadeza da porcelana. Peças que levam a marca das pessoas que as tocaram e pessoas que levam a marca da fábrica que as envolveu. Fotografias de Cecília Camargo. As fotos da exposição também geraram um livro de postais, onde as fotos são apresentadas junto com fragmentos de poemas do poeta da cidade - Edson Bueno de Camargo.

O processo de decoração das peças de porcelana são de tal forma delicados, que consistem em uma artesania, tão preservados em sua forma original, que as fotos parecem de época.

Fotos em preto e branco de Cecília Camargo. 

http://dopodepedraaporcelana.blogspot.com/

Visitação: 08/04 a 30/04/2011
Indicação: Livre
Entrada Gratuita



Local - Museu Barão de Mauá -
Casa bandeirista do início do século XVIII, construída em taipa de pilão, com alpendre, sótão e telhado de duas águas. Atualmente abriga o Museu Barão de Mauá, em homenagem a Irineu Evangelista de Sousa, pioneiro da industrialização no Brasil.
Rua Dr. Getúlio Vargas, 276 – Vila Guarani – Mauá - SP
Horário para visitação: Segunda a sábado, das 9h às 16h
Informações, agendamento de visitas e inscrições para oficinas e cursos pelos telefones 4519-4011 ou 4519-6456

quarta-feira, 16 de março de 2011

Graffiti em Mauá - Entrevista com Rodrigo Pereira Creper.




Entrevista – Rodrigo Pereira Creper

Embora que ainda exista um certo preconceito e visto por algumas pessoas como uma marginalização da arte, o graffiti ou grafite, veio para ficar, forma de expressão artística que se confunde com a vida urbana, tem precedentes históricos nas primeiras representações artísticas do ser humano, pois eram em paredes de pedra que os homens da pré-história deixaram seus sinais e mesmo nas ruínas de Pompeia, há pichações nos muros da cidade que as cinzas do vulcão preservaram. 

Talvez pelo potencial de subversão da “ordem instituída”, um vez que é uma forma de expressão bastante livre, é que o graffiti, muitas confundido como mera pichação, tenha alguns problemas de aceitação nos círculos mais fechados da academia. Outra grande característica do graffiti são suas possibilidades do poético, uma vez que muitas vezes a palavra e as letras são objetos de decoração ou expressão. Lembra em muito a arte islâmica, na qual a palavra tem grande força artística ou decorativa.

Na cidade de Mauá, existem vários artistas destas expressão que estão lutando para se firmar com sua arte, muitas vezes batalhando com a dificuldade de conseguir seu principal suporte, os muros da cidade, outras vezes com a necessidade de conciliar o tempo dos estudos e trabalho com o fazer artístico. Colocamos a seguir entrevista com o Rodrigo Pereira Creper que nos ajuda a entender um pouco mais sobre o universo desta arte. 

Rodrigo é chamado pelos amigos como Rod, e assina seus trabalhos como Rope.

Para entender um pouco mais:



Uma Voz no Invisível – Qual foi seu primeiro contato com as artes plásticas e ou visuais? Quando estas artes se destacaram em seu mundo?

Rodrigo Pereira Creper - A primeira vez foi no muro da escola atrás da minha casa, e oq ela vem representando no meu mundo? Isso é o pelo que me faz acorda e trampa todos os dias, e quanto o sol for di graça dou minha vida por isso!


Uma Voz no Invisível – Em algum momento a escola formal (fundamental ou médio) criou em você interesse ou necessidade de fruição da arte e suas expressões?

Rodrigo Pereira Creper - Vixi tinha dia que era bom ir pra escola só na aula de artes, e me dedicar para sempre fazer o melhor de mim pra obter uma boa nota.

Uma Voz no Invisível – Em que momento sentiu a necessidade de se expressar como artista plástico?

Rodrigo Pereira Creper - Tinha vez que a falta de material mesmo ou até o tempo para pintar ou fazer outras coisas e é meio complicado tbm trabalhar quase 24 hrs, quase não sobra tempo mas sempre dando uma escapada para se expressar é o que flui neste tempo vago.

Uma Voz no Invisível – Em que momento se viu ou sentiu ou foi reconhecido como um artista plástico?

Rodrigo Pereira Creper - Como artista plástico já num sei viu, só quero pintar e jogar elas ao vento e quando alguém o ver e dizer o mô talento...

Uma Voz no Invisível – Existiu ou existe uma pessoa em especial que lhe inspirou neste caminho ou lhe incentivou de forma positiva?

Rodrigo Pereira Creper – Ah! A vida já é uma inspiração, mas dá pra buscar nas pessoas ou ate na lua, namorada, mãe, cachorro, ou ate no mundo mesmo, tipo em tudo.

Uma Voz no Invisível – Qual a sua formação na área de artes plásticas e ou visuais (mesmo as informais; oficinas, de pesquisa individual, autodidata ou coletiva e outros)?

Rodrigo Pereira Creper - No começo sempre me dediquei a apreender sozinho, ficava observando outros artistas e suas obras, mas agora to indo atrás pra aprimorar o que eu quero mesmo na vida, já fiz desenho na Da Paz, conheci sua pessoa, e depois fiz intervenções urbana; no SENAC, acabei conhecendo varias pessoas e ate o artista Rui Amaral...

Uma Voz no Invisível – Participa de algum coletivo, grupo ou outra forma de agremiação de artistas, mesmo que não envolva a produção, mas também a mera discussão das expressões e meios de produção ou puro contato com seus pares?

Rodrigo Pereira Creper - Não participo de nenhum coletivo ou grupo.

Uma Voz no Invisível – Existe alguma técnica em que se especializou? Faz outras experimentações?

Rodrigo Pereira Creper – Ah! Técnicas já não sei mto bem, gosto de chegar e pintar, sei lá, gosto de experimentar mtas coisas.

Uma Voz no Invisível – Destaque alguma exposição (mostra ou outros) ou exposições das quais participou, de forma individual ou coletiva, que considere importante ou fundamental (artística ou afetiva) em sua atuação.

Rodrigo Pereira Creper – Sim, participei em uma exposição no SENAC para a CPTM.

Uma Voz no Invisível – Dê a sua opinião sobre o ensino de arte na escola formal e outras formas de educação.

Rodrigo Pereira Creper - Olha é mto bom mostra para outras pessoas uma base do que é arte.

Uma Voz no Invisível – Quais suas influências? Algum artista ou grupo de artistas lhe serviu de inspiração para seu trabalho ou lhe incentivou a produzir arte?

Rodrigo Pereira Creper - Os Gemeos , Can Two.

Uma Voz no Invisível – Neste momento você tem a palavra, fale sobre, dê sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere pertinente ou simplesmente queira dizer. Rasgue o verbo!

Rodrigo Pereira Creper – Não, foram todas boas, só que arte grafitti ou outros tipos que envolva arte, em Mauá está mto fraca!


Valeu Rodrigo!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

“Mulher e Fantasia”

“Mulher e Fantasia” retrata inspirações femininas
Exposição acontece até 31 de março no Museu Barão de Mauá

Evandro Oliveira/ PM

Exposição tem 18 obras
O Dia Internacional da Mulher e o Carnaval são os temas abordados na mostraMulher e Fantasia, que está em exposição no Museu Barão de Mauá até o final deste mês. Dezoito esculturas retratam as inspirações femininas, a mulher contemporânea e atuante.
A exposição reúne o trabalho de nove artistas, integrantes da Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem (ABAPC).
A visitação é aberta de terça a sábado, das 9h às 16h, com entrada franca. O Museu fica na rua Dr. Getúlio Vargas, 276, na Vila Guarani.


Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mauá
Secretaria de Comunicação Social

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Exposição - “Arte Africana: A arte do Cotidiano”

 
 
Data: 06/11/2010 
 
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA 

Abertura da Exposição - “Arte Africana: A arte do Cotidiano”, com peças produzidas pelos Professores da Rede Municipal de Ensino no Projeto Sábados Pedagógicos e Peças do Ceramista mauaense – Rogério Portela. 
 
Indicação: Livre.
Local - Museu Barão de Mauá
Duração - 6 a 30 novembro - segunda a sábado, das 9h às 16h
Ingresso - Gratuito

"DA RUA PARA A GALERIA"

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
"DA RUA PARA A GALERIA" - 
 
Exposição de telas de Grafite do Projeto Canto o Zaíra, Canta o Mundo, resultado final das Oficinas de iniciação Artística do Centro de Formação Cultural Apolo.
 
Indicação: Livre.
Local - Teatro Municipal de Mauá
Duração - 4 a 12 de novembro - das 9h às 18h
Ingresso - Gratuito 
 
Local: TEATRO MUNICIPAL DE MAUÁ
Rua Gabriel Marques, n.º 353 - Centro – Mauá – SP (Acesso também pela Avenida João Ramalho, 456.)
 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Com a presença do Artista plástico de Mauá, Éder RoolT.



42º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SP) | 2010

A mostra dos artistas selecionados pela 42ª edição do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SP) ocorre entre 30/10/10, às 20h, e 05/12/10 na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

PROGRAMAÇÃO:
Exposição acervo: 01 a 17 de outubro na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

Curso formação de professores com Denise Grinspum: 02 de outubro das 9h30 às 12h e das 14h às 17h no SESC Piracicaba.

Abertura do 42° SAC: 30 de outubro às 20h na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

Mostra de Documentos Históricos do SAC: 09 a 26 de novembro no Centro Cultural Martha Watts.

Primeira Leitura Pública de Portfólios - Juliana Monachesi: 09 de novembro às 20h na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

Segunda Leitura Pública de Portfólios – Marcio Harum: 16 de novembro às 20h na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

Curso “Crise de Artista, Entre o Parar e Produzir” com Cláudia França: 20 e 21 de novembro das 14h às 18h no SESC Piracicaba.

Terceira Leitura Pública de Portfólios – Samantha Moreira: 23 de novembro às 20h na Pinacoteca Municipal Miguel Dutra.

Palestra - O Artista como Curador - Com Ricardo Basbaum: 01 de dezembro às 20h no SESC Piracicaba.

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COMISSÃO ORGANIZADORA:
Alzira Balestero, Flavio Camargo, Lauro Pinoti, Luciana Camuzzo, Gustavo Torrezan.

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ENDEREÇOS:

PINACOTECA MUNICIPAL “MIGUEL DUTRA”: Rua Moraes Barros, 233.Centro. Tel: (19) 3433-4930, www.piracicaba.sp.gov.br

SESC PIRACICABA: Rua Ipiranga, 155. Centro. Tel: (19) 3437-9299. www.sescsp.org.br

CENTRO CULTURAL MARTHA WATTS: Rua Boa Morte, 1257. Centro. Tel: (19) 3124-1889. www.unimep.br/ccmw

O artista plástico Éder RoolT convida para exposição.



Caros Amigos(as)

Convido a todos para a exposição da qual vou participar.
42° Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
Abertura 30 de outubro, Sábado, às 20h.

visitas 01.11 até 05.12

Estarei lá!

Abraços
Éder RoolT

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lindete e suas Flores



Lindete Maria, moradora de Mauá, Jardim Primavera, junta coincidências em sua vida de florista, comemora aniversário no mês de setembro, mês da primavera, vocacionada a construir flores utilizando matéria prima a natureza, tira informações de materiais de tal forma que cria arranjos únicos de beleza rara, um estilo próprio que foge do “Brega e do Chic” mergulhando inocente num popular requintado, Lindete com muito pouco estudo consegue desenvolver técnica mista apurada e resultados surpreendentes em seus ”arranjos esculturas”.
Ativamente presente em Salões de Arte da Região ABC, e nas temporadas do Mapa Cultural Paulista, por diversas vezes selecionada.


Visite e confira
De 08 de setembro a 03 de outubro de 2010.
Das 8h às 17h de Segunda a Sexta-feira.


Local: Câmara Municipal de Mauá –
Contato: Soares – diretoria@camaramaua.sp.gor.br
Avenida João Ramalho, 305 Vila Noêmia
Mauá – SP –
Tel: 4512-4500

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Entrevista com Sandra Barreiro, artista do tridimensional.

Sandra Barreiro está pela primeira vez participando de uma exposição, trabalhando com objetos tridimensionais, em conversa com as fotografias da mostra “ FILHOS DA TERRA” em exposição no Museu Barão de Mauá, onde reproduções de fotos de Sebastião Salgado ocupam o mesmo espaço com suas esculturas, ou o contrário, a mostra muito bem integrada, permite as duas leituras.

Impressionamo-nos como a arte busca as pessoas para se manifestar, trabalhando muitos anos com decoração e artesanato. Autodidata, Sandra sentiu a necessidade de ir mais além. A transformação dos ambientes a alertou para a necessidade de transformar o mundo através da arte. O artista plástico não é uma pessoa incomum, é uma pessoa que aprendeu a ler o mundo com os olhos da arte.

Para ver o trabalho de Sandra Barreiro, convidamos a todos para ver a bela mostra “ FILHOS DA TERRA” que fica no Museu Barão de Mauá, em Mauá – SP, até dia 30 de setembro.




Uma Voz No Invisível - Qual foi seu primeiro contato com as artes plásticas e ou visuais? Quando estas artes se destacaram em seu mundo?

Sandra Barreiro - Eu sempre me interessei por arte, mas como observadora, comecei há quase 20 anos atrás, restaurando móveis, e ai não parei mais, trabalhei sempre com a transformação de ambientes, personalização de paredes e designer artesanal.
Fui docente no Senac, e também na Prefeitura de Mauá em um projeto que criei pra ensinar artesanato como geração de renda.


Uma Voz No Invisível - Em algum momento a escola formal (fundamental ou médio) criou em você interesse ou necessidade de fruição da arte e suas expressões?

Sandra Barreiro - Essa pergunta é bem interessante, neste período de escola, não tinha nenhum interesse pela arte, até achava muito chato, talvez por não estar sendo bem conduzida pelos professores.

Uma Voz No Invisível - Em que momento sentiu a necessidade de se expressar como artista plástico?

Sandra Barreiro - Essa necessidade faz parte de toda a minha existência, mas todas as vezes em que tinha que criar (personalizar) uma parede ou um móvel, ou desenvolver um produto para um cliente, essa necessidade se fazia presente.

Uma Voz No Invisível - Em que momento se viu ou sentiu ou foi reconhecido como um artista plástico?

Sandra Barreiro - Tudo é muito novo pra mim, embora já trabalhe há muito tempo com “transformações” como falei, me sentir ou ser reconhecido como artista plástico é uma novidade.

Uma Voz No Invisível - Existiu ou existe uma pessoa em especial que lhe inspirou neste caminho ou lhe incentivou de forma positiva?

Sandra Barreiro - Sim tem sim, é uma pessoa que conheci recentemente, e parece um amigo de muitos anos, (sabe esta sensação, que às vezes temos com algumas pessoas especiais?), nos conhecemos através da arte, ele viu umas máscaras de papel machê, que eu tinha feito, teceu longos elogios, e despertou em mim a vontade de expor meus trabalhos.

Uma Voz No Invisível - Qual a sua formação na área de artes plásticas e ou visuais (mesmo as informais; oficinas, de pesquisa individual, autodidata ou coletiva e outros)?

Sandra Barreiro - Sou autodidata.

Uma Voz No Invisível - Participa de algum coletivo, grupo ou outra forma de agremiação de artistas, mesmo que não envolva a produção, mas também a mera discussão das expressões e meios de produção ou puro contato com seus pares?

Sandra Barreiro - Não, sinto muita falta deste contato, esta troca é muito enriquecedora.

Uma Voz No Invisível - Existe alguma técnica em que se especializou? Faz outras experimentações?

Sandra Barreiro - Sim, gosto muito do papel machê, as possibilidades que ele nos permite e os muitos acabamentos que este material aceita.

Uma Voz No Invisível - Destaque alguma exposição (mostra ou outros) ou exposições das quais participou, de forma individual ou coletiva, que considere importante ou fundamental (artística ou afetiva) em sua atuação.

Sandra Barreiro - Esta é a minha primeira exposição, e certamente por este motivo, e pela crítica positiva que recebi, ela ficará em meu coração.

Uma Voz No Invisível - O que acha de subsídios oficiais para produção de artistas? Se utiliza ou já se utilizou destes recursos? O artista deve ser também um burocrata?

Sandra Barreiro - O Artista não tem que ser um burocrata, ele tem que ser artista, tem que criar, mas precisa de recursos pra isso, esse incentivo tem sim que vir de onde vier, da iniciativa privada e/ou subsídios oficiais.

Uma Voz No Invisível - Dê a sua opinião sobre o ensino de arte na escola formal e outras formas de educação.

Sandra Barreiro - Penso que o ensino de arte na escola deixa muito a desejar, pois não estimula o aluno a desenvolver o lado criativo, é uma disciplina só pra cumprir o programa letivo.

Uma Voz No Invisível - Quais suas influências? Algum artista ou grupo de artistas lhe serviu de inspiração para seu trabalho ou lhe incentivou a produzir arte?

Sandra Barreiro - Sim claro, somos como uma antena captando influências e inspiração.
Veja esta exposição, por exemplo, usei como fonte inspiradora a obra de Sebastião Salgado. Não tenho exatamente, um ou dois artistas como inspiração, é uma soma de tudo que me toca.

Uma Voz No Invisível - Neste momento você tem a palavra, fale sobre, dê sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere pertinente ou simplesmente queira dizer. Rasgue o verbo!

Sandra Barreiro - Como você bem pode notar, não sou muito boa com as palavras,
Como diz o poeta Manoel de Barros: “Só uso as palavras pra compor o meu silêncio”
Obrigada pela oportunidade, um grande abraço.
Sandra Barreiro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

" FILHOS DA TERRA" - Museu Barão de Mauá

" FILHOS DA TERRA" - Exposição 




Fotografias de Sebastião Salgado que fazem parte do acervo da Pinacoteca de Mauá
 
Esculturas de Sandra Barreiro feitas especialmente para esta exposição em consonância com as fotos apresentadas. 
 
A exposição reúne fotografias e esculturas significativas a respeito da sociedade contemporânea, que leva o visitante à uma reflexão crítica das realidades e contradições do cotidiano brasileiro: as migrações, o desemprego, a pobreza, a violência e a exclusão. 
 
De segunda a sábado, das 9h às 16h
De 12/08 a 30/09.
Local - Museu Barão de Mauá
Duração - 07h
Ingresso - Grátis 

  Sandra Barreiro e uma mostra de suas esculturas.





Ofcinas artístico-didáticas que ocorreram paralelas à exposição:
Desenho artístico à carvão
Sexta - 14h Data: 20-08-2010  
Com Daniel Ribeiro, professor de artes plásticas das Oficinas Culturais.
Local - Museu Barão de Mauá 
Duração - aprox. 2h 
Ingresso - Gratis
 
A palavra a partir da imagem
Sexta – 14h 27-08-2010  
Com Edson Bueno de Camargo, poeta da cidade de Mauá. 
Livre
Local - Museu Barão de Mauá
Duração - Aprox. 2h
Ingresso - Gratis

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Abstratos Exposição de obras abstratas do Acervo da Pinacoteca de Mauá-SP

Manabu Mabe




Abstratos
Exposição de obras abstratas do Acervo da Pinacoteca de Mauá
Indicação: Livre
Ingresso: Gratuito

Visitação: 11 de agosto a 30 de setembro de 2010
de Segunda a domingo, das 9hàs 18h.

Local: Saguão do Teatro Municipal de Mauá
Rua Gabriel Marques, n.º 353 - Centro – Mauá – SP (Acesso também pela Avenida João Ramalho, 456.)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Entrevista com o artísta-plástico e arte-educador Paulo Lorenzeti.



O intuito deste blog foi e é, dar voz aos invisíveis, os que estão fora da mídia burguesa e só de entretenimento. De uma certa forma Paulo Lorenzeti, bem ao modo dos surrealistas, deu a justificativa ao nome “Uma voz no invisível”, posteriormente do nome já escolhido, ao nos encaminhar um trecho de um poema de Rilke, ao celebrar a nossa iniciativa, justificou nosso nome. 

Arte educador, Paulo cita Fayga Ostrower, para compor a angústia diante deste grande desafio que é ensinar arte nas escolas. Imprescindível e necessário, mas ao mesmo tempo, ingrato, pois o arte-educador trabalha contra correntes muito conservadoras da pedagogia e preconceitos arraigados nas pessoas. A disciplina ainda é vista com um adereço na escola, de que a arte é uma coisa para escolhidos, e não para pessoas que a escolhem. Dizer que se ensina arte é falso, na medida em que a função do professor de arte é despertar no aluno a arte que já está nele, a arte que cada um carrega dentro de si, e será despertada com o contato adequado e com duro trabalho.

Paulo Lorenzeti é um destes artistas que renunciou o conforto de se trancar em um estúdio isolado do mundo, é dos que acreditam que a verdadeira democracia é a educação, e que dividir o que sabe é uma forma de construí-la. 

Para saber mais do trabalho do Paulo como educador:
e como artista plástico:


Uma voz no invisível - Qual foi seu primeiro contato com as artes plásticas e ou visuais? Quando estas artes se destacaram em seu mundo?

Paulo Lorenzeti - O meu primeiro contato talvez tenha sido com o meu pai, que sempre foi um exímio desenhista. Adorava vê-lo desenhar e aprendia com ele. Me recordo também de um livro de história sobre o Egito antigo que era do meu irmão, as imagens das esculturas , das pinturas e dos templos me fascinavam. Foi um livro que eu recortei, rabisquei, até ele deixar de existir (acho que eu internalizei, passou a existir dentro de mim). Mas acredito que a presença mais forte, consciente, foi acontecer muito tempo depois em 1997, quando eu me deparei com a capa do cd do Radiohed o “Ok computer” que é um trabalho de Stanley Donwood, daí eu pensei comigo: é isso o que quero fazer!


Uma voz no invisível - Em algum momento a escola formal (fundamental ou médio) criou em você interesse ou necessidade de fruição da arte e suas expressões?

Paulo Lorenzeti - Pra falar a verdade não. Acho que isso veio do meu pai.



Uma voz no invisível - Em que momento sentiu a necessidade de se expressar como artista plástico?

Paulo Lorenzeti - Como estava dizendo na primeira pergunta... surgiu a partir do meu encontro com o trabalho do Stanley. Mas de alguma forma eu sempre estive necessitado de fazer arte, porém no principio inconsciente, sem saber dar nome às coisas que estava fazendo ou querendo fazer. E tem uma história minha também com o meu primeiro trabalho que foi nas Linhas-Correntes, no bairro do Ipiranga , em São Paulo. Foi lá que descobri o Ribbon (uma fita para impressora de etiqueta) e com o qual eu comecei a fazer desenho e boa parte do meu trabalho é feito com essa fita. Foi a partir do meu envolvimento com este material é que decidi fazer faculdade de arte, me tornar educador/artista....e tantas outras coisas.


Uma voz no invisível - Em que momento se viu ou sentiu ou foi reconhecido como um artista plástico?

Paulo Lorenzeti - Eu sempre tive a necessidade de fazer arte, seja lá o que for. Minha produção é diária, vital... não sei, não penso nisso de reconhecimento...acho que só faço.


Uma voz no invisível - Existiu ou existe uma pessoa em especial que lhe inspirou neste caminho ou lhe incentivou de forma positiva?

Paulo Lorenzeti - Meu pai de alguma maneira, o Stanley como já havia dito... a Mai Fujimoto



Uma voz no invisível - Qual a sua formação na área de artes plásticas e ou visuais (mesmo as informais; oficinas, de pesquisa individual, autodidata ou coletiva e outros)?

Paulo Lorenzeti - Minha habilitação é em Artes plásticas (Fainc) isso no campo mais formal...
Também fiz parte de um coletivo que fez orientações com a Sandra Cinto na casa do olhar...
Mas muitas coisas que considero importante vem do encontro que tive com algumas pessoas, em especial com a Mai Fujimoto...
acho que é isso.


Uma voz no invisível - Participa de algum coletivo, grupo ou outra forma de agremiação de artistas, mesmo que não envolva a produção, mas também a mera discussão das expressões e meios de produção ou puro contato com seus pares?

Paulo Lorenzeti - Em artes plásticas no momento não. (trabalho só)

Uma voz no invisível - Existe alguma técnica em que se especializou? Faz outras experimentações?

Paulo Lorenzeti - Está minha pequena trajetória foi feita da experimentação com o Ribbon, a tal fita que descobri lá na fábrica e que depois acabou me tirando de lá...rsrsrs. Fita abençoada.

Uma voz no invisível - Destaque alguma exposição (mostra ou outros) ou exposições das quais participou, de forma individual ou coletiva, que considere importante ou fundamental (artística ou afetiva) em sua atuação.

Paulo Lorenzeti - A última exposição: “Tangências”, no paço municipal em Sto. André, foi o auge do desenho com Ribbon.

Uma voz no invisível - O que acha de subsídios oficiais para produção de artistas? Se utiliza ou já se utilizou destes recursos? O artista deve ser também um burocrata?

Paulo Lorenzeti - Não sei....acho que precisa defender o seu trabalho, mas não penso nisso.

Uma voz no invisível - Dê a sua opinião sobre o ensino de arte na escola formal e outras formas de educação.

Paulo Lorenzeti - Como respondi em alguma questão anterior ...sou um educador/artista e trabalho numa escola Estadual aqui de Mauá a Diva Gomes dos Santos (aqui vai o endereço do blog se quiserem acompanhar o trabalho por lá: www.artenaescoladivagomes.blogspot.com/), não sei .. nesse caso acho que posso falar apenas do meu trabalho, pois não conheço “efetivamente” outras realidades e sendo assim, acredito que ensinar uma coisa que não se ensina é uma tarefa no mínimo complicada...rsrs. Fico com a Fayga Ostrower: '' é difícil ser professor de arte, pois nós artistas, bem sabemos que arte não se ensina; a única coisa que é possível fazer dificílima, é ajudar os outros a formularem perguntas, suas próprias perguntas. Ao formularem as perguntas, estarão encaminhando se para as possíveis respostas”. Acho que é um pouco disso que tento fazer com as crianças em nossos encontros.


Uma voz no invisível - Quais suas influências? Algum artista ou grupo de artistas lhe serviu de inspiração para seu trabalho ou lhe incentivou a produzir arte?

Paulo Lorenzeti - Hoje:

1.jonsi and alex
2.mai fujimoto
3.Tom Zé
4.Cildo Meirelles
5.Roberto Piva
6.Joseph Beuys
7.Paulo Freire
8.Chico dos Bonecos
9.Fayga Ostrower
10.José Pacheco
11. (outros...)



Uma voz no invisível - Neste momento você tem a palavra, fale sobre, dê sua opinião ou alguma informação que não foi revelada pelas questões anteriores e que considere pertinente ou simplesmente queira dizer. Rasgue o verbo!

Paulo Lorenzeti - Eu só queria agradecer pelo espaço. Obrigado.